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Andrew Jackson
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Livro Teoria Geral Dos Sistemas Bertalanffy Pdf Download --



Com base nessa constatação, alguns cientistas orientaram suas preocupações para o desenvolvimento de uma teoria geral dos sistemas, que desse conta das semelhanças, sem prejuízo das diferenças. Nesse particular, salienta-se a obra do biólogo alemão Ludwig von Bertalanffy que concebeu o modelo do sistema aberto, entendido como complexo de elementos em interação e em intercâmbio contínuo com o ambiente. Em seu livro Teoria geral dos sistemas, esse autor apresenta a teoria e tece considerações a respeito de suas potencialidades na física, na biologia e nas ciências sociais. No mesmo livro, von Bertalanffy lança os pressupostos e orientações básicos de sua teoria geral dos sistemas, como segue: a) há uma tendência para a integração nas várias ciências naturais e sociais;




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Muitos são os estudiosos que têm procurado aplicar a teoria geral dos sistemas a seus diversos campos. No caso particular das ciências sociais, o modelo do sistema aberto tem revelado enormes potencialidades, quer pela sua abrangência, quer pela sua flexibilidade. De grande importância são os trabalhos do psicólogo J. G. Miller, do economista Kenneth Boulding, do cientista político David Easton e do sociólogo Walter Buckley. Embora o impacto da teoria geral dos sistemas venha sendo grande na sociologia, o estágio em que se encontrava a teoria sociológica por ocasião dos primeiros contatos com a nova abordagem fêz com que se iniciasse um processo simbiótico, cujo desenvolvimento ó difícil prever. Com efeito, a predominância do funcionalismo de Talcott Parsons na sociologia contemporânea tem possibilitado a essa ciência atingir níveis sempre mais altos de sistematização, apesar das limitações indiscutíveis que tal método apresenta. De qualquer forma, porém, a perspectiva funcionalista também é sistêmica, embora bastante diferente daquela da teoria geral dos sistemas.


As primeiras formulações do acionismo social datam dos anos trinta, quando Parsons começou a desenvolver sua teoria da ação. Por essa época o teórico afirmou que não havia propriedades grupais que não fossem redutíveis a propriedades de sistemas de ação e que não havia teoria analítica de grupos que não fosse traduzível em termos da teoria da ação.4 4 Parsons, Talcott. The structure of social action. Glencoe, Illinois, Free Press, 1949. p. 747. Nessa ocasião, êle estava especialmente interessado no processo de escolha de meios e fins possíveis para a ação, baseando-se na suposição de que o comportamento humano envolve, necessariamente, processos volitivos, não importando que o ator seja indivíduo, coletividade ou sistema cultural. Para Parsons, na escolha de meios alternativos para o atingimento de um fim, a ação obedece a uma orientação normativa. Assim, dentro da esfera de controle do ator, os meios empregados não podem, via de regra, ser concebidos como escolhidos randômicamente ou como completamente dependentes das condições da ação, mas sempre como sujeitos à influência de um "fator seletivo independente determinado", que precisa ser conhecido para a compreensão de um curso de ação concreto. Dessa formulação depreende-se que os termos fator seletivo independente determinado ou, simplesmente norma e situação são básicos para a compreensão da análise parsoniana da escolha humana e, portanto, da ação social. Como o conceito de situação é de entendimento relativamente fácil, cumpre conhecer a definição dada por Parsons ao primeiro termo. Recorrendo a seu artigo Variáveis-Padrão Revistas,5 5 Parsons, Talcott. Pattern variables revised - a response to Robert Dubin. American sociological review, 467-83, agô. 1960. vemos que o define como uma descrição verbal do curso de ação concreto visto como desejável, combinado com um reforço no sentido de que certas ações futuras se conformem com esse curso. Tal definição, porém, não deixa claras as origens da norma. No que se refere a duas normas específicas, a racionalidade econômica e a integração valorativa, entretanto, Parsons afirma que são propriedades emergentes da ação que somente podem ser observadas quando uma pluralidade de ações é tratada como um sistema integrado. Tal afirmação demonstra claramente a gênese social da ação. Essa pressuposição parsoniana torna-se ainda mais clara, quando o autor sustenta que sistemas de valôres-padrão e outros padrões culturais, quando institucionalizados em sistemas sociais e internalizados em sistemas de personalidade, levam o ator à orientação para fins e à regulamentação normativa dos meios e das atividades expressivas, sempre que as necessidades do ator possibilitam escolhas nessas áreas.


A evolução do pensamento parsoniano do acionismo social para o imperativismo funcional é paralela ao declínio do voluntarismo nesse mesmo pensamento. A medida em que evolui a teoria, os elementos socialmente gerados vão dando lugar aos impostos. Assim, enquanto o acionismo social se concentra no processo de escolha, o imperativismo enfatiza a seleção de alternativas. Seu pressuposto é o de que todo sistema social enfrenta quatro imperativos funcionais aos quais não pode deixar de satisfazer. Tais imperativos são o da manutenção, satisfeito pelos valores sociais e subsistemas culturais, o da integração, satisfeito pelas normas sociais e subsistemas sociais, o do atingimento de metas, satisfeito pelas coletividades sociais e subsistemas políticos e o da adaptabilidade, satisfeito pelos papéis sociais e subsistema econômico. A manutenção se refere à estabilidade do sistema de valores institucionalizados; o atingimento de metas refere-se à relação entre o ator e um ou mais objetos da situação, relação esta que maximiza a estabilidade do sistema, já que este precisa atingir metas através do controle dos elementos da situação; a adaptabilidade refere-se ao contrôle, êle próprio, do ambiente para o atingimento de metas e, finalmente, a integração refere-se à manutenção de solidariedade entre as unidades para o funcionamento eficiente do sistema. 7 7 Ver Wallace, Walter L. Sociológical theory. Chicago. Aldine Publishing, 1969.


Entre os pioneiros no esforço de desenvolver uma análise organizacional sistêmica estão, indiscutivelmente, os estudiosos do Instituto de Relações Humanas de Tavistock, na Inglaterra, entre os quais se destacam os nomes E.L. Trist e A.K. Rice. Suas análises partem de pesquisas realizadas nas minas de carvão de seu país e na indústria têxtil indiana. De especial interesse são os livros Escolha organizacional, de Trist, e A empresa e seu ambiente, de Rice. Outro livro de Rice é Produtividade e organização social: a experiência de Ahmedabad. Devemos a Trist a identificação de dois subsistemas da organização: técnico e social, o primeiro compreendendo as demandas da tarefa, a implantação física e o equipamento existente, sendo portanto responsável pela eficiência potencial da organização e, o segundo, pelas relações sociais daqueles encarregados da execução da tarefa, que transformam a eficiência potencial em eficiência real. Rice preocupa-se mais com as transações da organização com seu ambiente. Para esse autor, qualquer empresa, considerada como um sistema aberto, pode ser definida por suas importações e exportações, isto é, pela manifestação de suas relações com o ambiente. 9 9 Rice. A. K. The enterprise and its environment. London, Tavistock Publications, 1963. p. 16.


O primeiro deles é do próprio Likert, tendo sido apresentado em seu livro Novos padrões de administração. Esse autor sugere que a organização pode ser vista como um sistema de interligação de grupos. Sugere, ainda, que os grupos são ligados por indivíduos em posições-chave, que pertencem ao mesmo tempo a dois ou mais grupos. Da mesma forma, a organização relaciona-se com o seu ambiente através desses indivíduos que desempenham o papel de elos de ligação. Esse ambiente, contudo, não é algo impessoal, mas sim um conjunto de outros sistemas. A essa altura, Likert distingue os vários sistemas que compõem o ambiente de uma dada organização. Há, em primeiro lugar, os sistemas de larga escala, tais como o sistema industrial ou a sociedade global; em segundo lugar, os sistemas do mesmo nível, tais como as organizações concorrentes, fornecedoras ou consumidoras; e, finalmente, em terceiro, as subestruturas, tais como grupos formais e informais. Grande atenção é dedicada por Likert à coordenação. Segundo êle, o sucesso de uma organização depende do esforço coordenado de seus membros e tal esforço implica na compreensão das características organizacionais básicas, as quais identifica como estrutura, processos de coleta de informações e mensuração, de comunicação e tomada de decisões, recursos para a execução, além de processos de influenciação, conjunto de atitudes e motivações. 11 11 Llkert, Rensis. New paterns of management. Tóquio, international Student Edition, Kogakusha Company, 1961. p. 178. A principal mensagem do autor, porém, parece ser a de que a organização eficiente deve estar alerta às relações internas e externas, maximizando o desempenho dos elos de ligação, no sentido de seus interesses.


Esse esquema foi integrado em outro mais amplo e complexo por R.L. Kahn e D. Katz em seu livro Psicologia social das organizações. Essa obra procura apresentar em um nível relativamente alto de detalhe a aplicação da teoria geral dos sistemas à teoria das organizações, partindo de uma comparação das potencialidades das principais correntes sociológicas e psicológicas para a análise organizacional. A principal proposta dos autores é no sentido de que a teoria das organizações se liberte do dilema indivíduoestrutura, que as abordagens de base psicológica e sociológica não conseguiram resolver. Para eles a solução daquele dilema está na adoção da teoria geral dos sistemas. Seu esquema conceitual, porém, está, mais do que todos os outros, repleto de influências parsonianas, bem como da psicologia social de F.H. Allport, a quem o livro é dedicado.


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